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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Células da glia (gliais) ou da neuróglia (gliócito)

São células menores que os neurônios, mas muito mais numerosas. No SNC, por exemplo, calcula-se que haja 10 células da glia para cada neurônio, mas, em virtude do menor tamanho das células da neuróglia, elas ocupam aproximadamente a metade do volume do tecido. Embora não façam condução de impulsos nervosos, são células que auxiliam e dão suporte ao funcionamento do tecido nervoso. Ao contrário dos neurônios, as células da neuróglia são capazes de multiplicação mitótica, mesmo no indivíduo adulto. Na neuróglia distinguimos os seguintes tipos de células: astrócitos, oligodendrócitos, células da micróglia e células ependimárias. Essas células diferem entre si em forma e função, cada uma desempenhando um papel diferente no tecido nervoso.
A) Astrócitos – São as maiores células da neuróglia e também apresentam um grande número de ramificações. Algumas de suas ramificações estão assentadas sobre as paredes de vasos sanguíneos. Contribuem para uma melhor difusão de nutrientes entre o sangue e os neurônios, fornecendo, assim, alimento à complexa e delicada rede de circuitos nervosos. Também participam dos processos de cicatrização do tecido nervoso, visto que, quando ocorre destruição de neurônios em algum ponto desse tecido, os astrócitos preenchem o espaço resultante.

B) Oligodendrócitos – São células com poucas ramificações. São responsáveis pela formação da bainha de mielina que envolve os axônios dos neurônios localizados no SNC (encéfalo e medula espinhal). No SNP, a formação da bainha de mielina deve-se a um tipo especial de oligodendrócito, denominado célula de Schwann.

C) Células da micróglia – São células macrofágicas especializadas em fagocitar detritos e restos celulares presentes no tecido nervoso. A micróglia origina-se de células do sangue da linhagem monócito-macrófago. Fazem parte do sistema mononuclear fagocitário (sistema retículo-endotelial).

D) Células ependimárias – Revestem as cavidades internas do encéfalo e da medula espinhal e estão em contato direto com o líquido cefalorraquidiano encontrado nessas cavidades.

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