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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Botulismo

Doença grave que tem como agente etiológico um bacilo anaeróbio, o Clostridium botulinum, também conhecido por bacilo do botulismo. Sua transmissão se faz pela ingestão de certos tipos de alimentos, geralmente enlatados e conservas, contendo a toxina botulínica, substância altamente tóxica produzida por esses bacilos.

O bacilo do botulismo é encontrado como saprófita no solo e no intestino de herbívoros e de peixes.

No preparo de certos alimentos, como carnes, peixes, palmito em conserva, salsichas, compotas, geleias e outros, se a esterilização não for feita de forma correta e adequada, poderá haver proliferação do C. botulinum com produção de toxina que, mesmo em pequena concentração, torna tóxico o alimento, sem deterioração aparente: a lata de conserva, por exemplo, poderá apresentar-se “estufada” ou não, assim como o cheiro e o gosto poderão estar ou não alterados.

Uma vez ingerido o alimento contaminado, os efeitos da toxina botulínica se manifestam rapidamente (de 2 a 48 horas). Seu mecanismo de ação consiste em bloquear a liberação da acetilcolina nas sinapses neuromusculares.

A doença caracteriza-se por vômitos, prisão de ventre, sede, dificuldade de deglutição e da fala, além de paralisia respiratória, sobrevindo a morte de 20% a 70% dos casos.
A profilaxia consiste essencialmente em controlar a esterilização dos alimentos em conserva e evitar a ingestão de alimentos enlatados, cujas embalagens estejam “estufadas”. 

Blenorragia (Gonorreia)

É uma doença do grupo das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida por gonococos.

A transmissão se faz usualmente por meio do contato sexual e, após um período de incubação variável ( entre três e seis dias ) , podem manifestar-se os sintomas da doença: sensação de ardência na uretra durante a micção, aumento dos gânglios (íngua) da região da virilha e corrimento amarelado (pus espesso). Em alguns casos, principalmente nas mulheres, a doença pode ser assintomática, isto é, não há manifestação dos sintomas.

O tratamento é feito com antibióticos, sob orientação médica, tendo sucesso na maioria dos casos. Para isso, no entanto, é essencial o tratamento do parceiro sexual, mesmo que assintomático.

A mulher deve procurar fazer periodicamente o exame ginecológico preventivo, uma vez que essa doença, se não tratada, pode causar esterilidade: os gonococos podem atacar as tubas uterinas, causando nelas inflamação, fibrose e obstrução. Além disso, se a mulher estiver grávida e contaminada, ela pode infectar a criança, caso o parto seja normal. Nesse caso, o contágio se faz diretamente quando ocorre a passagem do bebê pela vagina. Os gonococos causam uma infecção nos olhos do recém-nascido, conhecida por oftalmia neonatorum, que pode levar à cegueira. Para se evitar isso, recomenda-se, como profilaxia, a instilação de nitrato de prata a 1% na conjuntiva do recém-nascido.

Regeneração muscular

No indivíduo adulto, os três tipos de tecidos musculares, quando lesados, apresentam diferenças quanto à capacidade de regeneração.

No adulto, as células da musculatura estriada esquelética não se dividem, no entanto, admite-se que a sua capacidade de regeneração seja realizada com a participação de células conhecidas por células satélites. As células satélites, visíveis apenas no microscópio eletrônico, são mononucleadas, fusiformes, dispostas paralelamente às fibras musculares e localizadas dentro da lâmina basal que envolve os miócitos. Quando ocorre uma lesão na musculatura esquelética, as células satélites, que normalmente estão quiescentes (em repouso), entram em atividade, proliferam por mitose e se fundem umas às outras para formar novas fibras musculares esqueléticas. Quando o músculo esquelético é submetido a exercícios intensos, as células satélites também entram em atividade. Nesse caso, elas proliferam por mitoses e se fundem com as fibras musculares já existentes, contribuindo, assim, para o aumento (hipertrofia) do músculo.

Ao contrário do que acontece nos primeiros anos de vida, no indivíduo adulto, o tecido muscular estriado cardíaco praticamente não se regenera. As lesões no miocárdio são reparadas por proliferação do tecido conjuntivo, formando, no local, uma cicatriz.

O tecido muscular liso apresenta boa capacidade de regeneração. Ocorrendo nesse tecido uma lesão, as células que não foram destruídas entram em mitose e reparam o tecido lesado.

Tecido muscular estriado cardíaco

É formado por células alongadas, cilíndricas, cujas extremidades se encaixam, o que faz parecer que uma dá continuidade à outra. Muitas dessas células se anastomosam irregularmente, isto é, ligam-se uma à outra por meio de ramificações.

Suas células geralmente sã o mononucleada s (raramente possuem dois núcleos) com os núcleos ocupando posição central. Entre uma fibra (célula) e outra, verifica-se a presença dos discos intercalares (antigamente denominados de “traços escalariformes”), que são regiões das membranas plasmáticas que determinam o limite entre as células. Correspondem, portanto, ao ponto de contato da extremidade de uma célula com a extremidade da outra. O estudo dos discos intercalares em microscopia eletrônica mostrou que eles são áreas especializadas em manter a coesão (união) entre as células musculares cardíacas.

As fibras cardíacas, à semelhança das esqueléticas, também apresentam estrias transversais, resultantes da organização dos feixes de miofibrilas, de actina e de miosina. Apresentam coloração vermelha e têm contração rápida e involuntária.

O tecido muscular estriado cardíaco forma o miocárdio (músculo do coração). O miocárdio é um músculo que independe do sistema nervoso central para sua contração, uma vez que possui automatismo próprio, ou seja, ele mesmo gera estímulos de natureza elétrica para sua contração, em uma região chamada de nódulo sinoatrial (marcapasso), localizada na parte superior direita do coração.

Tecido muscular estriado esquelético

Formado por células cilíndricas muito longas (podem chegar a 30 cm de comprimento, embora o diâmetro seja microscópico), multinucleadas (polinucleadas), com núcleos periféricos.

A fibra muscular estriada esquelética surge da reunião de várias células mononucleares durante a formação embrionária. Por isso é considerada um sincício. Entretanto, durante o desenvolvimento do indivíduo, com o seu crescimento, as fibras musculares estriadas esqueléticas alongam-se. Para suprir funcionalmente o longo sarcoplasma que se distende, os núcleos se dividem e novos núcleos se formam acompanhando o alongamento da fibra (célula). Assim, a fibra muscular estriada esquelética passa a ser considerada como um plasmódio. Podemos dizer, então, que inicialmente ela é um sincício e, depois, um plasmódio.

Através da microscopia eletrônica, constatou-se que o sarcolema (membrana plasmática) da fibra muscular estriada esquelética sofre invaginações, formando uma complexa estrutura de túbulos (sistema T) que envolvem as miofibrilas. Esses túbulos, assim como os canalículos do retículo endoplasmático, participam ativamente da troca de íons cálcio com o hialoplasma durante o mecanismo da contração muscular.

Em microscopia, a fibra estriada esquelética também mostra uma intercalação de faixas claras e escuras, conferindo à célula um aspecto estriado, o que justifica sua denominação. Tais faixas são resultantes da organização dos feixes das miofibrilas de actina e miosina que formam as chamadas estrias transversais.


O glicogênio, depositado sob a forma de grânulos, é abundante no sarcoplasma dessas células. Esse glicogênio funciona como depósito de energia, que é mobilizada durante a contração muscular. 

 As fibras musculares esqueléticas são de contração voluntária e, de acordo com sua estrutura e com uma composição bioquímica, podem ser classificadas em dois tipos: lentas e rápidas. 

A) Fibras lentas – Possuem muitas moléculas de mioglobina, muitas mitocôndrias e são bem supridas de vasos sanguíneos. Têm coloração vermelho-escura. São altamente resistentes à fadiga. Como têm reservas substanciais de combustível (glicogênio e lipídios), suas mitocôndrias abundantes podem manter uma produção constante e prolongada de ATP, se o oxigênio estiver disponível. Assim, obtêm energia para contração principalmente por meio da respiração aeróbia, oxidando carboidratos e ácidos graxos. Essas fibras são adaptadas para contrações lentas e continuadas. Dessa forma, os músculos que têm elevadas proporções desse tipo de fibra são bons para o trabalho aeróbico de longa duração (isto é, trabalho que requer muito oxigênio). Os atletas que correm grandes distâncias, os esquiadores, os nadadores e os ciclistas têm os músculos do braço e das pernas constituídos em sua maior parte por fibras musculares esqueléticas desse tipo.

B) Fibras rápidas – Possuem pouca mioglobina, poucas mitocôndrias e poucos vasos sanguíneos. Têm cor vermelho-clara. Obtêm energia para a contração quase que exclusivamente por fermentação, a partir da glicose e do glicogênio. Por isso, tornam-se fatigadas rapidamente. Adaptadas para contrações rápidas e descontínuas (ou de curta duração), essas fibras são especialmente boas para um trabalho de curta duração que requer força máxima. Os campeões de levantamento de peso e os corredores de pequenas distâncias têm elevadas proporções dessas fibras nos músculos das pernas e dos braços.B) Fibras rápidas – Possuem pouca mioglobina, poucas mitocôndrias e poucos vasos sanguíneos. Têm cor vermelho-clara. Obtêm energia para a contração quase que exclusivamente por fermentação, a partir da glicose e do glicogênio. Por isso, tornam-se fatigadas rapidamente. Adaptadas para contrações rápidas e descontínuas (ou de curta duração), essas fibras são especialmente boas para um trabalho de curta duração que requer força máxima. Os campeões de levantamento de peso e os corredores de pequenas distâncias têm elevadas proporções dessas fibras nos músculos das pernas e dos braços.  

Nos seres humanos, os músculos esqueléticos apresentam proporções diferentes dos dois tipos de fibras. A herança genética é o principal fator determinante da proporção de fibras de contração rápida e contração lenta em nossos músculos esqueléticos. Assim, existe alguma verdade quando se afirma que se nasce campeão para um determinado tipo de esporte. De certa forma, entretanto, podemos alterar as propriedades das fibras musculares esqueléticas com o treinamento aeróbico. Com o treinamento aeróbico, a capacidade oxidativa das fibras de contração rápida pode melhorar substancialmente. Mas uma pessoa que nasce com uma proporção elevada de fibras de contração rápida, provavelmente, não irá se transformar em um campeão corredor de maratona, assim como uma pessoa que nasce com uma proporção elevada de fibras de contração lenta dificilmente se transformará em um campeão de corrida de curta distância.

O tecido muscular estriado esquelético é o tecido que ocupa maior volume no corpo e, popularmente, é conhecido por carne; forma os chamados músculos esqueléticos, assim denominados por se acharem ligados aos ossos. Essa ligação pode ser feita por meio de tendões ou de aponeuroses. 
Um músculo esquelético é um conjunto de feixes musculares. Um feixe muscular, por sua vez, é um conjunto de fibras musculares. O músculo esquelético, o feixe muscular e a fibra muscular esquelética estão envolvidos, respectivamente, pelas películas epimísio, perimísio e endomísio. O endomísio é uma fina camada de fibras reticulares que envolvem a fibra muscular; o perimísio é uma camada mais espessa de fibras reticulares e colágenas que envolvem o feixe muscular; o epimísio é uma resistente membrana de tecido conjuntivo denso não modelado que envolve o músculo.

Um músculo esquelético é um conjunto de feixes musculares. Um feixe muscular, por sua vez, é um conjunto de fibras musculares. O músculo esquelético, o feixe muscular e a fibra muscular esquelética estão envolvidos, respectivamente, pelas películas epimísio, perimísio e endomísio. O endomísio é uma fina camada de fibras reticulares que envolvem a fibra muscular; o perimísio é uma camada mais espessa de fibras reticulares e colágenas que envolvem o feixe muscular; o epimísio é uma resistente membrana de tecido conjuntivo denso não modelado que envolve o músculo.