terça-feira, 27 de junho de 2017

Stalin é a figura mais admirada pelos russos, seguido por Putin, diz pesquisa

O líder soviético Josef Stalin foi mais uma vez eleito a figura mais admirada pelos russos, seguido de perto pelo atual presidente Vladimir Putin e pelo poeta Alexander Pushkin, ambos empatados em segundo, de acordo com pesquisa do Levada-Center.



O levantamento questionou os entrevistados sobre quem seriam as “pessoas mais destacadas de todos os tempos e povos”. Fechando o pódio dos preferidos apareceu o ‘pai do comunismo soviético’, Vladimir Lenin.

Entre os não-russos, o francês Napoleão Bonaparte e os cientistas Albert Einstein e Isaac Newton figuraram entre os 20 primeiros colocados da pesquisa, que entrevistou 1.600 pessoas em 137 localidades em toda a Rússia. Não houve a sugestão de nomes, de acordo com os organizadores.

Desde 1999, Stalin sempre figurou entre os três primeiros colocados em levantamentos do gênero na Rússia. Desta vez, ele foi o mais votado por 38% dos entrevistados. Putin e Pushkin ficaram com 34%, enquanto Lenin recebeu 32% dos votos.

Ao contrário dos demais, Putin nunca havia ficado entre os três primeiros na preferência da população russa.

Outras figuras conhecidas em todo o mundo que foram mencionadas foram o imperador Pedro, o Grande (4o), o astronauta Yuri Gagarin (5o), e o líder soviético Mikhail Gorbachev (20o).

Analista russo: impeachment de Temer levaria a um caos político no Brasil

Presidente do Brasil foi acusado formalmente de corrupção. Pela primeira vez na história do país, o procurador-geral da República acusou um presidente pelo crime de corrupção. Segundo dados do procurador-geral, Temer recebeu R$ 500 mil de executivos do grupo JBS. Rodrigo Janot denunciou ainda uma promessa de R$ 38 milhões.

A acusação contra Temer só será julgada pelo STF se a Câmara permitir. Pelo menos 342 dos 513 deputados precisam de o aprovar.

Aleksandr Chichin, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia de Economia Nacional e Administração Pública russa, compartilhou com serviço russo da Rádio Sputnik sua opinião em relação ao assunto.

O especialista descarta a possibilidade de início de um processo contra o presidente, explicando seu ponto de vista pela incapacidade do procurador-geral obter dois terços dos votos.

"Seria demasiado, mesmo para o Brasil, ter dois impeachments consecutivos, primeiro Dilma Rousseff e agora Michel Temer, operando com essa lógica, os deputados não votarão contra o presidente", afirma Chichin.

É mais do que evidente que o atual parlamento brasileiro é pró-presidente, bem como está claro o caráter corrupto das autoridades brasileiras em geral. Mas as medidas contra a corrupção não podem ser tomadas, sublinha o especialista, porque mais um impeachment levaria a um caos político no Brasil.

Chichin destaca que já toda a história da Petrobras e agora as gravações reveladas pela chefia do JBS são suficientes para convencer mesmo os que ainda não veem as coisas evidentes. Como os políticos estão preocupados com o futuro do país, é apenas por isso que Temer está no poder.

"Acho que o procurador-geral não conseguirá começar o processo, mas do ponto de vista da opinião pública, do ponto de vista da necessidade de tais processos de investigação, é um fator adicional muito importante", opina o analista russo.

Falando dos interesses que tem neste caso o próprio procurador-geral, Aleksandr Chichin frisa que há muitos que querem substituir Temer. Entre as candidaturas possíveis, o analista indica o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do Partido Trabalhista, que mesmo sem Lula e Dilma aspira ao poder.

"Um dos principais 'motores' de Rodrigo Janot pode ser o prefeito do Rio de Janeiro", pressupõe Chichin, destacando que há muito grupos, além de Crivella, que podem "sacudir" a situação, pois a figura de Temer e muito vulnerável.

Fonte: Sputnik Brasil.

Presidente do Senado reúne parlamentares para discutir reforma política

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse hoje (27) que não é possível que as eleições de 2018 sejam realizadas sem que antes haja uma reforma política. “Não temos ainda um modelo político para a disputa das eleições de 2018. Não é possível irmos para o pleito com esse modelo antigo e arcaico de disputa, que deu errado e tumultuou a vida política brasileira, numa posição desconfortável”, avaliou.

O assunto é um dos temas de um almoço na residência oficial da presidência do Senado, que reúne nesta terça-feira (27) líderes no Congresso. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também participa do encontro. Eunício Oliveira lembrou que o prazo para a aprovação da reforma política está correndo e que as mudanças só valerão para as próximas eleições se a reforma for aprovada antes de setembro deste ano.

Sobre a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra o presidente Michel Temer, Eunício disse que é preciso ter serenidade e que esse assunto cabe à Câmara e ao Supremo Tribunal Federal. "O Senado não é parte do processo", afirmou.

Ele também defendeu que independentemente da crise no Executivo, o Congresso Nacional continue trabalhando, com pauta própria, na defesa dos interesses do Brasil e lembrou a votação da reforma trabalhista (PLC 38/2017) na CCJ da Casa, marcada para amanhã (28). O presidente do Senado confirmou que a matéria, depois de votada na CCJ, seguirá para o plenário, em regime de urgência. "Precisamos nos lembrar dos mais de 14 milhões de brasileiros que estão desempregados e garantir trabalho aos jovens que vão iniciar suas carreiras. Não existe democracia sem política”, afirmou em defesa da proposta.

O senador também adiantou aos jornalistas que vai jantar com a bancada do PT do Senado para debater sobre matérias e temas relevantes para a sociedade brasileira.

Karine Melo - Repórter da Agência Brasil.
Edição: Graça Adjuto.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Cármen Lúcia: "não há o que questionar quanto à palavra do presidente"

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou hoje (12) que não tomará nenhuma providência a respeito da denúncia de espionagem de ministros da Corte, uma vez que o Palácio do Planalto negou a informação. Reportagem publicada pela revista Veja afirmou que membros da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teriam monitorado o ministro do STF Edson Fachin, responsável por um inquérito que investiga Temer. A escuta teria sido feita a pedido do presidente, segundo a publicação.

No sábado, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen, negou a informação. “O presidente da República garantiu não ter ordenado qualquer medida naquele sentido [monitorar ministros do Supremo]”, escreveu Cármen Lúcia no comunicado desta segunda-feira. “Não há o que questionar quanto à palavra do presidente da República”, acrescentou no texto, que segunda a assessoria do STF é uma resposta a questionamentos da imprensa.

No sábado, após a publicação da reportagem, Cármen Lúcia emitiu uma nota condenando com veemência as suspeitas de monitoramento de ministros do STF. "O Supremo Tribunal Federal repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça", escreveu ela na ocasião.

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil.
Edição: Amanda Cieglinski.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Após denúncias, oito pedidos de impeachment são apresentados no Congresso

As denúncias feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, contra o presidente Michel Temer desencadearam a apresentação de oito pedidos de impeachment para afastar o peemedebista da presidência da República. A delação premiada de Batista foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, autorizou a abertura de inquérito para investigar Temer.

Os dois primeiros pedidos foram protocolados ainda na noite de ontem (17,) quando foi publicada pelo jornal O Globo a denúncia de que Temer teria dado o aval para o empresário pagar uma mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba, em troca de seu silêncio. Hoje (18), mais seis pedidos foram apresentados, sendo que o último foi assinado por representantes da sociedade civil e entregue com o apoio de todos os líderes de partidos da oposição, além de alguns parlamentares da base aliada. Ao todo, há 12 pedidos de impeachment apresentados contra Temer, sendo que quatro foram ainda em 2016.

O pedido protocolado nesta quinta-feira é assinado pelos professores universitários Beatriz Vargas e Marcelo da Costa Pinto, pela servidora pública Maria Perpétua de Almeida, pelo agricultor Alexandre José da Conceição, pelo advogado Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, e por Raimundo Luiz Silva Araújo.

O pedido afirma que o presidente cometeu crime de responsabilidade ao tomar ciência dos pagamentos a Cunha, “omitir-se, dar aval e, ainda, ordenar a continuidade de pagamentos de ‘mesada a Eduardo Cunha e Lúcio Funaro’ para que ambos não colaborem com o Poder Judiciário, no âmbito de investigações da Operação Lava Jato, constitui direta oposição ao livre exercício do Poder Judiciário”, diz a peça.

O documento afirma ainda que, ao tomar conhecimento diante dos fatos ilícitos, Temer deveria ter acionado os órgãos competentes para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. Caberá agora ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aceitar ou não o pedido para dar início a abertura do processo de impeachment do presidente da República. Se for aceito, será criada uma comissão especial da Câmara que irá analisar a admissibilidade do impedimento.

“Queremos que presidente desta Casa dê despacho imediato nesse processo e constitua a comissão especial. Não é possível que o Brasil, que está chocado com todas estas revelações, continue desgovernado. Queremos que Maia abra imediatamente o processo”, disse o líder do PT, Carlos Zaratini (SP).

Mais cedo, o vice-líder do governo na Câmara , Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse que os pedidos de abertura de impeachment do presidente Michel Temer “serão todos rejeitados” por Rodrigo Maia e desqualificou o movimento da oposição. “Quem propôs [o impeachment] enterrou o país e agora quer, de novo, propor o impeachment para voltar toda aquela política que destruiu empregos, lojas, sonhos, que piorou o Brasil. É o mesmo pessoal”, disse o deputado.

Eleições diretas
Os deputados da oposição afirmaram ainda que vão obstruir as votações no Congresso enquanto o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não colocar para deliberação do colegiado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que prevê eleições diretas para a Presidência da República, caso o presidente Michel Temer seja cassado ou renuncie ao mandato.

“A sociedade brasileira tem que fazer a sua parte, ocupar as ruas e não admitir, em hipótese nenhuma, a possibilidade de realização de eleições indiretas. Quem tem que escolher o próximo presidente do Brasil é o povo, a eleição tem que ser direta”, afirmou o líder do PDT, Weverton Rocha (MA).

Iolando Lourenço e Luciano Nascimento - Repórteres da Agência Brasil.
Edição: Amanda Cieglinski.