terça-feira, 29 de novembro de 2016

CBF decreta luto de sete dias e remarca todas as partidas

Policiais fazem o resgate das vítimas do avião da Chapecoense que caiu no trajeto da Bolívia para a Colômbia.
Divulgação/ Polícia de Antioquia.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decretou luto oficial de sete dias pelo acidente aeronáutico na Colômbia que vitimou a delegação da Chapecoense, jornalistas e convidados. Com o luto, todas as partidas que seriam realizadas nesse período foram remarcadas.

A final da Copa do Brasil, entre Grêmio e Atlético Mineiro, que seria disputada amanhã (30), foi remarcada para 7 de dezembro, às 21h45. Já a rodada final da Série A do Campeonato Brasileiro será realizada no dia 11 daquele mês, domingo, às 17h.

A final da Copa do Brasil sub-20, entre Bahia e São Paulo, foi remarcada para 8 de dezembro, às 21h15.

O avião seguia da Bolívia para a Colômbia quando caiu na região da Antióquia, nas proximidades da cidade de Medellín. Pelo menos 75 pessoas morreram na queda do avião na Colômbia.

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil.

Lideranças do PT prestam solidariedade à Chapecoense

Lula, Dilma, Rui Falcão e outros prestam homenagens aos jogadores e à comissão técnica da equipe catarinense, além dos jornalistas e tripulantes

Após a queda do avião que levava a delegação da Chapecoense para disputar a final da Copa Sul-Americana na cidade de Medellín, na Colômbia, na madrugada desta terça-feira (29), causando ao menos 75 mortes, lideranças do Partido dos Trabalhadores demostraram apoio e condolências à equipe catarinense e às famílias dos jornalistas, tripulantes e outros passageiros da aeronave.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é um momento de dor para todos os brasileiros. “Envio minha solidariedade às famílias dos atletas e comissão técnica da Chapecoense, dos jornalistas, tripulantes e passageiros do voo acidentado na Colômbia. Espero que todas as torcidas do Brasil abracem o time catarinense e se unam neste momento de extrema dor para todos nós, brasileiros”.

PT de Santa Catarina

Santa Catarina amanheceu cinza, sem brilho, sem o verde da nossa Chapecoense. Era para ser um dia que teríamos muito que torcer e comemorar, mas a notícia de uma tragédia sem precedentes no futebol brasileiro deixou todos consternados. Na madrugada desta terça-feira (29), um acidente aéreo vitimou a delegação da Chapecoense, dezenas de jornalistas e tripulantes. O Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina (PT-SC) vem por meio desta nota, manifestar seu profundo pesar.

A Chape, orgulho do povo catarinense, voava para Medellín onde disputaria a primeira final da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira, dia 30, contra o Atlético Nacional. O avião acabou caindo em Antioquia, na Colômbia e resultou na morte de 75 pessoas, abalando o mundo do futebol.

Força ao povo de nossa Santa Catarina, este é o momento em que todos devemos nos unir na dor e apoio aos familiares e amigos das vítimas.
Claudio Vignatti,
Presidente do PT-SC

Da Redação da Agência PT de Notícias.

Seleção de delatores da Lava Jato nada aponta contra Lula

MPF-PR convoca 11 delatores da Lava Jato para confirmar acusações contra Lula. Todos, porém, inocentam o ex-presidente.
Nestor Cerveró (Wilson Dias/Agência Brasil).
A Operação Lava Jato convocou 11 delatores, uma seleção dos réus confessos que negociaram, ou negociam, acordos de benefícios penais no Brasil e também no exterior. São eles: Delcídio do Amaral, Augusto Mendonça, Pedro Correa, Nestor Cerveró, Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Fernando Soares, Dalton Avancini, Eduardo Leite e Milton Pascowith.

Após uma semana de audiências de testemunhas de acusação na 13ª Vara Federal de Curitiba, sob o comando do juiz de primeiro instância Sérgio Moro, todos foram unânimes em dizer que jamais discutiram ilegalidades com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles também negaram saber de desvios e vantagens indevidas para Lula, ou ter qualquer informação a dar sobre o suposto tríplex do Guarujá (SP).

Delcídio do Amaral, por exemplo, disse jamais ter discutido qualquer assunto irregular com Lula. Segundo o ex-senador “ele jamais me deu essa liberdade”, ou seja, Delcídio jamais sequer tocou nesse tipo de assunto com o presidente. As acusações de Delcídio não acompanham nenhuma prova, sendo na palavra do senador uma “delação de político”.

Mas, mesmo assim, ele está em liberdade e negociou para sair da cadeia com a Procuradoria-Geral da República, apesar de citado de forma muito concreta pelos depoentes Nestor Cerveró e Fernando Soares como receptor de diversas vantagens indevida desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando era diretor da Petrobras.

Os depoimentos, uma espécie de “retrospectiva” da Lava Jato, indicam também um cenário bem diferente do PowerPoint simplista apresentado pelo procurador Deltan Dallagnol, ou na denúncia do MP.
Deltan Dallagnol, ao centro (foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados).
As inconsistências da acusação

As invenções do MP vão desde pequenos detalhes, como de que Paulo Roberto Costa era chamado por Lula de “Paulinho”. O próprio negou esse apelido e disse jamais ter sido chamado assim. Ele ainda negou ter tido uma reunião sozinho ou qualquer intimidade com Lula.

Segundo o delator Augusto Mendonça, o “cartel” das empreiteiras, reunindo 16 empresas, perdeu efetividade a partir de 2009, com as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), ou seja, cinco anos antes do início da Operação Lava Jato.

Segundo outros depoimentos dados na última semana, isso aconteceu por obra dos próprios diretores da Petrobras, que diante do aumento de investimentos da Petrobrás ampliaram para 40 o grupo de empresas que participavam das licitações.

Todos os depoentes também revelaram que nenhum dos diversos órgãos de controle da empresa (auditorias internas e externas, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas e o próprio Ministério Público) havia detectado qualquer irregularidade na Petrobras antes da eclosão da Lava Jato em 2014, ou seja, quatro anos depois de Lula deixar a Presidência.

Paulo Roberto Costa disse acreditar que isso se dava porque não havia corrupção nas comissões de licitação da Petrobrás, e porque os preços estavam dentro da margem de variação previstos nas licitações (entre 20% acima e 15% abaixo do orçamento do projeto básico).

Isso mostra que não era óbvio ou evidente a existência de desvios na Petrobras, tanto que nenhum órgão encarregado de fiscalizar a empresa a detectou, e a corrupção não envolvia muitas pessoas na companhia.

Até Delcídio expôs que “o fato de haver indicação política não significa que a pessoa é indicada para roubar”, e que não havia desvios em todas as diretorias da companhia.

Já Nestor Cerveró disse que foi indicado pelo então governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, mas que esse jamais lhe pediu qualquer coisa em troca disso.

Tanto em contratos em geral, quanto nos três contratos, das Refinarias do Paraná e Abreu e Lima, que o MP diz ter saído vantagens para o ex-presidente, todos os depoentes afirmaram não ter qualquer informação sobre isso. Disseram sequer ter “ouvido falar” de vantagens para Lula.

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do Instituto Lula.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Em evento de catadores, Lula diz: "Se a gente quiser resolver a economia, tem que colocar os pobres no Orçamento da União"

Para o ex-presidente, política de arrocho de trabalhadores e corte em investimentos sociais não é a solução para ultrapassar a crise econômica
Lula, em Belo Horizonte: "Todo dia o PIB cai. E, ao invés de criar uma maneira de dar emprego e fazer o país crescer, só pensam em corte, corte, corte" Ricardo Stuckert.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite desta segunda-feira, em Belo Horizonte (MG), da 7ª Expocatadores 2016, evento anual do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável (MNCR), movimento este que está completando 15 anos. Com a propriedade de quem colocou os catadores no mapa econômico do país, Lula disse: "Se a gente quiser resolver a economia deste país, a gente tem que colocar os pobres dentro do Orçamento da União. Sem isso, não tem solução”.

A afirmação de Lula se dá em um contexto político-econômico atual em que, na contramão do que se fez nos últimos 13 anos no Brasil, a busca pelo crescimento da economia se dá excluindo as classes mais baixas do mercado de consumo - via políticas de arrocho econômico e abandono de programas sociais que já provaram sua eficácia.

O ex-presidente lembrou que, logo em seu primeiro ano de governo (2013) criou o Comitê Interministerial de Inclusão dos Catadores de Lixo (CIIS). Desde então, não cessaram as políticas para a inclusão dos catadores na economia formal e no mercado de trabalho e consumo brasileiros. 

“No primeiro encontro que eu tive com vocês, eu nunca imaginei que vocês teriam um movimento tão organizado", recordou Lula, que enumerou as ações de sua administração em prol da política de coleta de material reciclável. “Eu lembro quando criamos a Lei Nacional do Saneamento Básico (2007), que prioriza as cooperativas na coleta seletiva. Eu lembro da Medida Provisória que deu incentivos fiscais (desconto no IPI) aos empresários que comprassem materiais recolhidos por catadores”. 

Tudo o que foi construído nos governos anteriores (que ainda inclui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010), porém, agora corre risco de retroceder. “Nós avançamos muito, ainda falta muito pra conquistar. Nós provamos que era possível dar dignidade ao povo. E eu estou triste, porque voltou a ter pedinte nas ruas. Todo dia o PIB cai. E, ao invés de criar uma maneira de dar emprego e fazer o país crescer, só pensam em corte, corte, corte. Nós temos que discutir como vamos fazer esse país voltar a crescer”, defendeu o ex-presidente.

No mesmo evento, Lula ainda falou a respeito do caçada judicial de quem sendo vítima, com acusações desacompanhadas de provas, em uma tentativa de criminalizar sua pessoa, seu governo e o da presidente eleita Dilma Rousseff. “Eu sempre defendi um Ministério Público muito forte, a democracia precisa disso. O que não pode é o MP agindo a interesse da imprensa", disse o ex-presidente.

“Eles cassaram a Dilma pelo que aconteceu com os catadores, com as empregadas domésticas, com o salário mínimo… Na cabeça deles, o filho de um catador de papel só pode ser catadorzinho de papelzinho. E nós queremos que ele seja Doutor", concluiu Lula.

sábado, 26 de novembro de 2016

Para Dilma, Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos

Para a presidenta, Fidel foi uma das mais influentes expressões políticas do século 20, e sua morte é motivo de luto e dor
Foto: Site da Dilma.
Faleceu na madrugada deste sábado (26) o líder da revolução cubana Fidel Castro. A presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) lamentou a morte do líder:

“Sonhadores e militantes progressistas, todos que lutamos por justiça social e por um mundo menos desigual, acordamos tristes neste sábado, 26 de novembro. A morte do comandante Fidel Castro, líder da revolução cubana e uma das mais influentes expressões políticas do século 20, é motivo de luto e dor.

Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte.

Um homem que soube unir ação e pensamento, mobilizando forças populares contra a exploração de seu povo. Foi também um ícone para milhões de jovens em todo o mundo.

Meus mais profundos sentimentos à família Castro, aos filhos e netos de Fidel, ao seu irmão Raul e ao povo cubano. Minha solidariedade e carinho neste momento de dor e despedida.

Hasta siempre, Fidel!
Dilma Rousseff”

“Hay hombres que luchan un dia y son buenos;
Hay otros que luchan un año y son mejores;
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos;
Pero hay los que luchan toda la vida,
Esos son los imprescindibles”.

Bertold Brecht.