segunda-feira, 17 de abril de 2017

PGR fará raio-x nas doações da Odebrecht a Aécio e Agripino

A Procuradoria Geral da República (PGR) vai analisar meticulosamente todas as doações eleitorais feitas em 2014 pela Odebrecht (e por qualquer sociedade empresária do seu grupo) aos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e José Agripino (DEM-RN), ao PSDB e ao DEM; o 'raio-x' foi solicitado pelo procurador geral, Rodrigo Janot, na Operação Lava Jato, e autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos da operação no Supremo; na disputa eleitoral de 2014, Aécio recebeu um total de R$ 226,8 milhões em doação; deste total, R$ 3.933.603 milhões foram da Construtora Norberto Odebrecht, controlada pelo Grupo; a Braskem - braço petroquímico do companhia, que tem como sócia a Petrobras -, doou R$ 3,9 milhões e a Odebrecht Óleo e Gás, R$ 2,2 milhões


247 - A Procuradoria Geral da República (PGR) promete analisar meticulosamente todas as doações eleitorais feitas em 2014 pela Odebrecht (e por qualquer sociedade empresária do seu grupo econômico) aos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e José Agripino Maia (DEM-RN), ao PSDB e ao DEM.

O 'raio-x' foi solicitado pelo procurador geral, Rodrigo Janot, na Operação Lava Jato, e autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos da operação no Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com publicação do jornal O Estado de São Paulo.

Na disputa eleitoral de 2014, Aécio recebeu um total de R$ 226.858.146,73 milhões em doação. Deste total, R$ 3.933.603 milhões foram da Construtora Norberto Odebrecht, controlada pelo Grupo. A Braskem - braço petroquímico do companhia, que tem como sócia a Petrobras -, doou R$ 3.988.830 e a Odebrecht Óleo e Gás, R$ 2.199.885 milhões.

O PSDB pede a cassação da chapa Dilma/Temer, reeleita em 2014, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico. Em manifestação enviada ao TSE, em fevereiro deste ano, o PSDB afirmou que a campanha de Dilma e Temer naquele ano promoveu um "engenhoso e inovador esquema de caixa dois".

O senador tucano é alvo de cinco novos inquéritos na Lava Jato. Nesta investigação, a Procuradoria apura as suspeitas levantadas contra o senador pelos delatores Marcelo Odebrecht, Cláudio Melo Filho, Benedicto Júnior e Sérgio Luiz Neves.

Os executivos da empreiteira apontam, "por meio de declaração e prova documental", afirma Janot em manifestação a Fachin, que, em 2014, "foi prometido e/ ou efetuado", a pedido de Aécio Neves, "o pagamento de vantagens indevidas em seu favor e em benefício de seus aliados políticos".

Segundo Benedicto Júnior, o BJ, em janeiro ou fevereiro de 2014 Aécio Neves solicitou R$ 6 milhões para sua candidatura à presidência da República. BJ declarou que acertou com o senador que os pagamentos se dariam através da empresa de marketing de Paulo Vasconcelos do Rosário e que o executivo da Odebrecht Sérgio Luiz Neves entraria em contato para definir o objeto "do contrato fictício" a ser firmado.

Sérgio Neves, também delator da Odebrecht, contou à Lava Jato que se reuniu algumas vezes com Paulo Vasconcelos no escritório da empreiteira na Rua Pernambuco n. 1002, 12º Andar, Bairro dos Funcionários, Belo Horizonte.

O delator narrou que em 15 de janeiro de 2014 foi firmado contrato de prestação de serviço no valor de R$ 3 milhões com a empresa PVR Propaganda e Marketing Ltda, tendo os pagamentos sido efetivados em duas parcelas de R$ 1,5 milhão nos dias 15 de maio e 15 de junho 2014.

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