quinta-feira, 30 de março de 2017

Luciano Huck se insinua candidato à presidência e diz que “não importa se foi ou não golpe”

Em entrevista à Folha nesta quinta-feira (29), onde repete uma série de clichês e solta a pérola de que “Se foi golpe ou se não foi golpe, não importa”, o apresentador Luciano Huck se insinua à presidência e dá a receita do que gostaria de ver em um candidato: “Carisma, capacidade de implementação, ética e altruísmo”.

Da Redação da Revista Fórum com Informações da Folha



Em entrevista à Folha nesta quinta-feira (29), onde repete uma série de clichês e solta a pérola de que “Se foi golpe ou se não foi golpe, não importa”, o apresentador Luciano Huck se insinua à presidência e dá a receita do que gostaria de ver em um candidato: “Carisma, capacidade de implementação, ética e altruísmo”.

Huck diz que a sua geração está pronta para ocupar os espaços de poder e que diante do colapso do sistema político e da crise ética novas lideranças vão surgir, mas fica em cima do muro sobre o assédio de partidos e pesquisas de opinião que o colocariam na corrida rumo ao Planalto.

Sobre a sua capacidade de influência, Huck diz que ter 40 milhões de seguidores nas redes sociais e 18 milhões de pessoas todo sábado assistindo ao programa. “Espero dar muito trabalho para o meu biógrafo. No final da história, ficarei contente se puder ter melhorado o mundo à minha volta. Não gosto da ideia de viver de forma passiva. Somos curadores em tempo integral do futuro que queremos, precisamos imaginá-lo e criá-lo”.

Em outra referência ao poder, lembra a idade de alguns expoentes da política e diz que a sua geração está chegando ao poder. “A minha geração tomou as rédeas do dia a dia. Você vê um ministro do Supremo de 47 anos [Alexandre de Moraes, que tem 48]. O CEO da BRF [Pedro Faria] tem 42. É uma geração que ainda não está na política como deveria, mas vai estar”.

Quase como uma confissão de sua pretensão, ele diz: “Tive o privilégio, que pouca gente tem, de entrar nas casas das pessoas. Viajei o Brasil todo. Sem nenhum crachá político. Estou numa fase altamente produtiva, líder de audiência em um espaço relevante e comercialmente viável. Bicho, vamos usar isso para o bem”.

Ao responder se é candidato à presidência, no entanto, Huck escapa: “Esta é sempre a pergunta pegadinha. Não dá para responder na atual conjuntura”.

E acrescenta: “Já faço política, fazendo televisão aberta no Brasil, com o poder que a Globo tem, trazendo boas histórias, dando opinião. Agora, se me perguntarem se vou concorrer a algum cargo eletivo, eu não sei responder. E qualquer tipo de resposta é especulação, fofoca”.

Na frase mais controversa da entrevista, diz que o único jeito de arrumar esse país é “se a gente conseguir fazer um pacto apartidário. Sem revanchismo, sem revolta. Se foi golpe ou se não foi golpe, não importa”.

Huck diz não ser tucano, mas considera Fernando Henrique “a cabeça mais moderna do Brasil”, e que é amigo de Aécio Neves, “desde que passei a dividir minha vida entre Rio e São Paulo, há 17 anos. Tenho carinho por ele, mas foram pouquíssimas as vezes que misturamos esta amizade com política”.

E solta outra pérola, onde manifesta claramente a sua vantagem diante dos outros candidatos: “Uma campanha de um nome da TV seria mais barata, por ser conhecido”.

No final, para referendar mais ainda a sua candidatura, dispara o clichê dos clichês: “João (Doria) não é político tradicional, não tem os vícios nem coisas debaixo do tapete que a velha política teve. Isso faz diferença”.

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