terça-feira, 21 de março de 2017

Google adota medidas para evitar publicidade ao lado de conteúdos inapropriados

"Sabemos que os anunciantes não querem ver os seus anúncios ao lado de conteúdo que não está alinhado a seus valores. Assim, a partir de hoje, adotamos uma postura mais dura sobre o conteúdo de ódio, ofensivo e depreciativo", afirmou o director comercial do
Google, Philipp Schindler, no blog da empresa.

O governo britânico, as montadoras Volkswagen,
Toyota, e Nissan, os bancos RBS, HSBC e Lloyds, o grupo público de comunicação BBC, as redes fast food McDonald's e Domino's Pizza, entre outros, haviam retirado a sua publicidade do Google por esta questão delicada.

Schindler admitiu que as empresas formulam as suas directrizes sobre onde e quando desejam que os seus anúncios apareçam e indicou que o Google dará mais controlo aos clientes.

"Nos próximos dias e meses vamos introduzir novas ferramentas para que os anunciantes administrem de maneira mais fácil e consistente onde os seus anúncios devem aparecer, através do YouTube e da internet", escreveu Schindler.

No caso do YouTube, por exemplo, a publicidade
contratada aparece junto aos vídeos e uma parte do dinheiro vai para os autores dos vídeos, que incluem, por exemplo, grupos extremistas.

O anúncio da empresa foi feito um dia depois de um pedido de desculpas apresentado por um alto executivo do grupo americano.

"Gostaria de pedir desculpas aos parceiros e anunciantes que possam ter sido afectados porque os seus anúncios apareceram ao lado de conteúdo polémico", declarou Matt Brittin, presidente da divisão para a Europa, Médio Oriente e África, do Google.

Ao anunciar a retirada dos seus anúncios, o governo britânico afirmou que "é totalmente inaceitável que a publicidade paga pelo contribuinte apareça ao lado de conteúdos inapropriados, e esta mensagem foi transmitida muito claramente ao Google".

Fonte: ANGOP.

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