quinta-feira, 30 de março de 2017

Aliados de Aécio Neves já começam a abandoná-lo em favor de Doria no Planalto

Com o senador Aécio Neves, o "Mineirinho" da lista da Odebrecht, cada vez mais enrolado na Lava Jato, seus próprios aliados já deram início ao desembarque de sua candidatura ao Planalto em 2018; com isso, eles se juntam ao coro dos que defendem que o prefeito de São Paulo, João Doria, seja o nome tucano à Presidência em nas próximas eleições; além de considerarem Doria um nome mais viável, o grupo de aecistas também tenta evitar um alijamento do poder caso o prefeito se torne mesmo o candidato do partido, com o bônus ainda de isolar Geraldo Alckmin; afilhado político do governador do Estado, Doria estaria de certa forma "apunhalando" seu principal aliado se decidir mesmo concorrer ao Planalto

247 - A candidatura de João Doria à Presidência em 2018 ganha terreno na cúpula do partido, inclusive na ala ligada ao senador Aécio Neves, outro nome posto para a disputa do ano que vem.

Caciques tucanos – entre eles, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – trabalham com a hipótese de Doria como uma espécie de plano B para a corrida presidencial, caso sejam confirmados o conteúdo de depoimentos de ex-executivos da Odebrecht e seus impactos devastadores para o tucanato.


"Segundo um amigo de FHC, o ex-presidente está 'atento a Doria', assim como aliados do senador mineiro. Tucanos ligados a Aécio já procuraram o prefeito para a pavimentação de pontes.

Interlocutores de Aécio sustentam que o mineiro não desistiu de sua candidatura ao Planalto, mas reconhece que suas chances hoje são mais remotas, principalmente se os desdobramentos da Operação Lava Jato persistirem até o ano que vem.

Nas palavras de outro congressista aliado do senador mineiro, "crescem a cada dia" as chances de o PSDB lançar Doria candidato.

Um terceiro tucano, também com influência sobre Aécio, diz que a candidatura Doria é hoje vista pelo grupo como algo "factível" – daí a necessidade de tratá-lo como interlocutor privilegiado.

Doria vem negando intenções de concorrer ao Planalto –costuma repetir que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seu padrinho político, é seu candidato para 2018.

Ao grupo do mineiro interessa fortalecer o prefeito em uma disputa pela candidatura com Alckmin.

Dessa forma, o grupo evitaria um alijamento do poder caso o prefeito se torne mesmo o candidato do partido."

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