sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Milhões de civis sofrem com emergências humanitárias na Coreia do Norte

Gravidade da situação faz Conselho de Segurança promover um debate sobre os direitos humanos no país; 70% da população não têm comida suficiente; um quarto está sem acesso adequado a serviços de saúde; necessários US$ 145 milhões.
Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Amanda Voisard.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança promove esta sexta-feira um debate aberto sobre os direitos humanos na Coreia do Norte. O vice-secretário-geral da ONU participou do encontro e lembrou que pela investigação da Comissão de Inquérito, "crimes contra a humanidade foram cometidos no país".

Segundo Jan Eliasson, o povo norte-coreano não consegue ter uma voz devido "às restrições e aos riscos que enfrentam caso decidam exercer seus direitos". Ele lembra dos mais vulneráveis, que continuam sofrendo com os "campos para presos políticos, com um sistema econômico explorador e com a ampla discriminação baseada no status social".

Financiamento

O vice-chefe da ONU explicou que US$ 145 milhões de dólares são necessários para resolver a crítica situação humanitária da Coreia do Norte. No Conselho de Segurança, ele fez um apelo para que os países-membros apoiem atividades que podem salvar vidas.

Jan Eliasson apresentou alguns números sobre a emergência humanitária. Quase 70% da população do país, ou 18 milhões de pessoas, enfrentam insegurança alimentar.

Um quarto dos habitantes tem acesso inadequado a serviços de saúde, enquanto um quinto da população não têm acesso à água potável e ao saneamento adequado. O impacto nas crianças é enorme e muitas não conseguem se desenvolver de forma adequada.

Poucos progressos

A situação apenas piorou com desastres naturais, como um tufão que atingiu o norte do país em setembro, afetando 600 mil pessoas.

Eliasson lembra um dos princípios da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: "não deixar ninguém para trás", por isso é tão importante separar opiniões geopolíticas do apoio tão necessário às pessoas que mais precisam.

No Conselho de Segurança, o vice-secretário-geral destacou ser muito difícil obter informações sobre os direitos humanos na Coreia do Norte, mas os dados obtidos até agora mostram uma série de violações e poucos sinais de melhora.

Jan Eliasson garantiu que as Nações Unidas continuarão trabalhando para garantir melhorias genuínas e duradouras da situação humanitária no país asiático.

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