sábado, 14 de maio de 2016

Governo do Uruguai não reconhece Temer como presidente do Brasil

O ministro das Relações Exteriores e chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, se posicionou mais uma vez contra o impeachment de Dilma Rousseff, e disse neste sábado que seu país não tem intenções de reconhecer Michel Temer como presidente do Brasil; "Com certeza estamos muito preocupados com esta situação e esperamos que tudo ocorra dentro dos parâmetros constitucionais e institucionais. Não haverá nenhum tipo de comunicação. Já dissemos o que deveríamos ter dito, de maneira que não temos mais nada a agregar", disse Nin Novoa; golpe já foi rechaçado por outros vizinhos sul-americanos, como Bolívia, Venezuela e Equador

247 - O ministro das Relações Exteriores e chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, se posicionou mais uma vez contra o impeachment de Dilma Rousseff, e disse neste sábado que seu país não tem intenções de reconhecer Michel Temer (PMDB) como presidente do Brasil.

"O Uruguai se manifestou politicamente, já disse o que tinha que dizer. Com certeza estamos muito preocupados com esta situação e esperamos que tudo ocorra dentro dos parâmetros constitucionais e institucionais. A posição do nosso governo está clara, pois nós já nos posicionamos a respeito disso", disse Nin Novoa em entrevista a jornalistas na quinta-feira (12), data do primeiro dia de mandato do presidente em exercício.

Questionado se irá entrar em contato com Temer ou com alguém de seu gabinete, o chanceler foi direto: "Não [haverá nenhum tipo de comunicação]. Já dissemos o que deveríamos ter dito, de maneira que não temos mais nada a agregar."

O vizinho do sul não é o único país que não reconhece a legitimidade do peemedebista como chefe de Estado brasileiro. Já a Ministra das Relações Exteriores da Rússia, María Zajárova, afirmou que "é inaceitável a interferência externa na atual situação política do Brasil" e que Moscou espera um país "estável e democrático".

De acordo com o portal da TeleSur, o governo do Chile também manifestou sua preocupação com as circunstâncias em que Dilma foi afastada. "Nos preocupamos com a nossa nação irmã, que tem gerado incerteza em nível internacional", alegou institucionalmente em comunicado.

Ainda no Chile, o Partido Comunista local se posicionou contra "a violação do Estado Democrático de Direito", em referência ao impeachment. Outras legendas e órgãos, como o Die Linke, da Alemanha, e o PSUV, da Venezuela, bem como a Unasur (União das Nações Sul-Americanas), também criticaram duramente o processo.

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