sábado, 14 de maio de 2016

OAB já pede a cabeça de ministros de Michel Temer

Ordem dos Advogados do Brasil, que apoiou o golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff, emite seu primeiro sinal público de descontentamento com o governo provisório de Michel Temer; em nota, a OAB afirmou que investigados na Lava Jato não podem ser ministros; “Quem é investigado pela Operação Lava Jato não pode ser ministro de Estado, sob o risco de ameaçar a chance que o Brasil tem de trilhar melhores rumos”, diz o texto assinado pelo presidente Claudio Lamachia; Temer nomeou dois investigados, Romero Jucá e Henrique Eduardo Alves, e também um outro personagem citado nos inquéritos, que é Geddel Vieira Lima; deputado Paulo Pimenta foi à procuradoria-geral da República para que Rodrigo Janot diga que se, com as nomeações, Temer obstruiu também a Justiça – pois esta é uma das acusações feitas à presidente Dilma Rousseff quando da nomeação de Lula para a Casa Civil

247 – A Ordem dos Advogados do Brasil, que apoiou o golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff, emitiu, neste sábado, seu primeiro sinal público de descontentamento com o governo provisório de Michel Temer.

Em nota, a OAB afirmou que investigados na Lava Jato não podem ser ministros. “Todos os cidadãos têm direito à ampla defesa e ao devido processo legal. Mas ressalto que a equipe de ministros precisa estar acima de qualquer suspeita. Os investigados devem poder se defender sem, para isso, comprometer a credibilidade dos ministérios”, diz nota assinada pelo presidente Claudio Lamachia. 

“Quem é investigado pela Operação Lava Jato não pode ser ministro de Estado, sob o risco de ameaçar a chance que o Brasil tem de trilhar melhores rumos”, prossegue o texto. “Faço o alerta de que a nomeação de investigados contraria os anseios da sociedade e não deveria ser feita.”

Temer nomeou dois investigados, Romero Jucá, no Planejamento, e Henrique Eduardo Alves, no Turismo, e também um outro personagem citado nos inquéritos, que é Geddel Vieira Lima, na Secretaria de Governo.

Ontem, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) foi à procuradoria-geral da República para que Rodrigo Janot diga que se, com as nomeações, Temer obstruiu também a Justiça – pois esta é uma das acusações feitas à presidente Dilma Rousseff quando da nomeação de Lula para a Casa Civil.

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