quinta-feira, 12 de maio de 2016

Petistas condenam o ministério sem mulheres de Michel Temer

Nova composição ministerial do governo interino é formado apenas por homens, o que chamou a atenção e gerou críticas da opinião pública
Michel Temer durante cerimônia de posse aos novos ministros de seu governo.(foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil).
No primeiro dia de Michel Temer (PMDB-SP) como presidente golpista interino, após o afastamento sem base legal da presidenta eleita Dilma Rousseff, chamou a atenção da opinião pública o ministério anunciado por Temer. Dos 23 nomes escolhidos até o momento, 23 são homens.

Para a ex-secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, o novo ministério é um retrocesso. “Acho um golpe e um descalabro ele assumir e montar (uma equipe) porque ele e o Eduardo Cunha são os líderes do golpe. Assume um governo interinamente, monta ministério, desfaz outro e, além do mais, não tem nenhuma mulher, porque governo golpista não pensa em 52% da população”, afirmou.

Para ela, o impeachment tem um caráter preconceituoso contra os grupos vulneráveis da sociedade. “Esse é um golpe machista, patriarcal, misógino, capitalista de classe, contra um projeto de governo da inclusão social. Eles não gostam de pobres, de mulheres, negros, gays, lésbicas, indígenas. Enfim, nós fizemos tudo que pudemos. Tenho certeza de que voltaremos”, disse Eleonora.

Ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes afirmou que o ministério da presidenta afastada tinha um perfil pela luta democrática. “As questões de gênero e de raça são contempladas por nosso governo, porque a presidenta só está afastada. Ela continua sendo presidenta”.

Para o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), o fato é um retrocesso, já que nenhum ministério desde a redemocratização (1985) foi composto sem uma única mulher. “Até agora, um ministério só de homens, o primeiro assim desde a ditadura. Um reforço à desigualdade entre homens e mulher’, afirmou .ale

“O novo ministério é um retrato do que eles pensam. É retrato do desrespeito com a mulher e da falta de compromisso com a questão social”, avaliou o ex-ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.

“É quase inacreditável que tenhamos retrocedido quase três décadas. Foram duas grandes perdas: o fato de não termos nenhuma ministra e o desaparecimento da Secretaria das Mulheres, que foi incorporada pelo Ministério da Justiça”, criticou a escritora Rosiska Darcy de Oliveira, presidente da entidade Rio Como Vamos.

Quando Dilma assumiu, em 2016, havia seis ministras: Kátia Abreu (Agricultura), Ideli Salvatti(Direitos Humanos), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Nilma Lino Gomes (Igualdade Racial) e Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres).

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações da Agência Brasil.

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